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Entenda como é feito o diagnóstico dos diferentes tipos de endometriose

05 de Junho de 2018 às 16h30
endometriose é uma doença que causa dor pélvica e infertilidade, atingindo cerca de 10% das mulheres em idade fértil. Geralmente só é descoberta após vários anos de sintomas, porque não há um bom exame capaz de diagnosticar todas as formas da doença (superficial, ovariana e profunda infiltrativa).
 
Entenda como são diagnosticados os diferentes tipos de endometriose: 

1.Endometriose superficial 

As lesões superficiais são as mais difíceis de serem diagnosticadas pois não podem ser identificadas através de métodos de imagem e não há um bom marcador no exame de sangue que possa significar a presença de endometriose. Por isso, a laparoscopia é algumas vezes indicada para apontar a presença de alguma lesão superficial. 

2.Endometrioma ovariano 

O endometrioma ovariano (cisto no ovário) tem aspecto típico e é facilmente identificado por meio do ultrassom endovaginal. No entanto, a presença de endometrioma pode significar que há também presença de lesões profundas e, por isso, a pesquisa de lesões profundas deve ser feita toda vez que se encontrar um cisto endométrio no ovário. 

3.Endometriose profunda infiltrativa 

As lesões profundas podem ser vistas a partir do ultrassom, mas requerem um exame mais aprofundado. O exame deve ser realizado por um profissional especializado esse tipo de endometriose apresenta formas e localizações variadas que passam despercebidas nos exames rotineiros.  
 
O ultrassom para pesquisa de endometriose profunda infiltrativa com preparo intestinal, realizado pelas vias abdominal e endovaginal, permite mapear precisamente as lesões e orientar o tratamento. Pode ser realizado em qualquer fase do ciclo e em pacientes que usam pílulas anticoncepcionais ou DIU (Dispositivo Intrauterino). O exame é capaz de identificar mais de 95% das lesões, inclusive as localizadas na parede intestinal. 

Como funciona o ultrassom? 

Márcia Cristina, médica especialista em Reprodução Humana da Rede Mater Dei de Saúde, explica que a alta eficácia do ultrassom, a possibilidade de avaliar aderências e a facilidade de acesso, com preparo e execução toleráveis, fazem do ultrassom o exame de primeira linha na suspeita de endometriose. “Durante o exame, o profissional de reprodução humana é capaz de avaliar aspectos relevantes para a fertilidade e tratamentos de reprodução assistida, como a contagem de folículos antrais (que reflete a reserva ovariana e prediz a chance de sucesso), a posição e fixação dos ovários ou distorções anatômicas da pelve que possam dificultar a captura de oócitos da fertilização in vitro”, explica a médica. 

Atenção multidisciplinar  

Recomenda-se que pacientes com endometriose sejam avaliadas por equipe multidisciplinar especializada. O acompanhamento e tratamento integrado mostra-se mais eficaz, resultando numa maior satisfação das clientes.
 
Porém, o diagnóstico de endometriose começa sempre com a suspeita clínica pelo ginecologista. “É importante valorizar a queixa de dor ou infertilidade, examinar detalhadamente e solicitar ultrassom com profissional habilitado, informando os achados clínicos”, enfatiza Márcia Cristina.
 
Dor pélvica e cólica menstrual não são “coisas normais das mulheres", nem tampouco a infertilidade. Dificuldade para engravidar após 12 meses sem contracepção (ou 6 meses para mulheres com 36 anos ou mais) pode estar relacionada à endometriose, mesmo com ultrassonografias anteriores normais, já que os exames ultrassonográficos rotineiros não são capazes de mapear endometriose. 
 
Se identificado qualquer sinal ou sintoma de endometriose, não deixe de mencionar ao seu ginecologista. Identificada alguma alteração no seu ultrassom, é de extrema importância que você seja encaminhada para um centro especializado onde possa procurar avaliação específica.
 
 
Fonte: Hospital Mater Dei