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Meningite: saiba mais sobre os tipos da doença e formas de prevenção

30 de Abril de 2019 às 15h10

Apesar de terem o mesmo nome, existem diversos fatores etiológicos que causam meningite, o que pode tornar a doença ainda mais recorrente e passível de atenção.

Meningite bacteriana

Em relação à forma bacteriana, a princípio, todas as espécies de bactérias podem causar meningite. No entanto, as que causam gravidade e sequelas são a Neisseria meningitis, também conhecida como meningococo; o Haemophilus influenzae do sorotipo B; e o Streptococus pneumoniae. “Cerca de 5 a 15% da população têm essas bactérias presentes na garganta ou nariz de modo assintomático. A transmissão se dá através do contato com gotículas expelidas por pessoas doentes ou por meio do compartilhamento de alimentos, bebidas ou cigarros entre indivíduos sadios e portadores assintomáticos”, explica a referência técnica em meningites da SES-MG, Fernanda Barbosa.

Vacinação

Casos de meningite podem ser evitados com a vacinação

Em relação ao meningococo, os principais sorogrupos da doença são o A, B, C, W e Y, sendo o grupo C o mais frequente e, por isso, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferta para o público prioritário composto por crianças de 3, 5 e 12 meses de idade e adolescentes de 11 a 14 anos, a vacina meningocócica C conjugada. ”A meningite por meningococo tem importância devido à gravidade do quadro clínico, sua rápida evolução e pela possibilidade de causar surtos e epidemias. Os grupos prioritários de todas as vacinas ofertadas pelo SUS são definidos considerando o risco, vulnerabilidade, especificidades sociais dessas pessoas. Dessa forma, o Programa Nacional de Imunizações (PNI), preconizado pelo Ministério da Saúde, define anualmente os calendários de vacinação com orientações específicas para crianças, adolescentes, adultos, gestantes, idosos e pessoas indígenas”, explica Josianne Dias Gusmão.

Já o Streptococus pneumoniae (pneumococo), causa infecções nos pulmões e no ouvido, mas também pode causar meningite. Há 92 sorotipos de pneumococo e a maioria das pessoas que possuem essas bactérias, na garganta, continuam saudáveis. No entanto, “indivíduos com problemas crônicos de saúde ou que tenham o sistema imunológico enfraquecido, apresentam um risco maior de apresentar a meningite pneumocócica”, ressalta Fernanda.

Meningite viral

A meningite viral é a modalidade menos grave, mais frequente que a versão bacteriana e apresenta melhora sem tratamento específico. Causada, em geral, pelos vírus dos grupos enterovírus – echovírus, vírus coxsackie A e B; vírus do grupo Herpes – herpes simplex, varicela-zoster, Epstein-barr e citomegalovírus; arbovírus – dengue, zika, Chikungunya, febre amarela e febre do Nilo ociental; vírus do sarampo e da caxumba, esses podem ser evitados pela vacina – tríplice viral -, entre outros.

Os enterovírus encontram-se na garganta e fezes de pessoas infectadas. Tais vírus têm maior possibilidade de serem disseminados em situações inadequadas de higiene e há o contato com mãos/dedos de pessoas contaminadas. “As pessoas com contato próximo com pacientes com meningites virais não necessitam de tratamento preventivo com antibióticos, mas deverão lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou utilizar produtos para limpeza das mãos à base de álcool gel para evitar a propagação desses vírus”, afirma Fernanda.

Meningite causada por fungos e parasitas

Ambas modalidades da doença não são transmitidas de pessoa a pessoa. Geralmente os fungos são adquiridos por meio da inalação dos esporos – pequenos pedaços de fungos -, que entram nos pulmões e podem chegar até as meninges. Tais fungos podem ser encontrados em ambientes contaminados com excrementos de pássaros, morcegos e até em ambiente hospitalar ou residencial.

Já os parasitas que causam meningite normalmente infectam animais e não pessoas. A contaminação humana tem início a partir da ingestão de água ou alimentos contaminados.

 

Fonte: Blog da Saúde/Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais