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Parou de fumar? Saiba como driblar as recaídas

06 de Junho de 2019 às 14h20

“Chega! Não quero mais fumar.” Essa frase é comum para as pessoas que tomam a decisão de largar o cigarro. Mas, tão importante quanto parar de fumar, é não ter recaídas e voltar com o hábito que faz muito mal à saúde. São vários os gatilhos que trazem a vontade de fumar novamente: estresse, café, álcool, bebida, festas sociais.

Para evitar recaídas, é fundamental o apoio de amigos, familiares e, quando necessário, da ajuda de um profissional de saúde. Afinal de contas, estamos falando de uma doença crônica causada pela dependência à nicotina – o tabagismo. 

O tabagismo é um dos fatores responsáveis por vários tipos de cânceres: leucemia mielóide aguda; câncer de bexiga; câncer de pâncreas; câncer de fígado; câncer do colo do útero; câncer de esôfago; câncer nos rins; câncer de laringe (cordas vocais); câncer de pulmão; câncer na cavidade oral (boca); câncer de faringe (pescoço); câncer de estômago. O cigarro também é um inimigo do coração e, aliado a outras situações crônicas, como a diabetes, podem causar infartos.

O Blog da Saúde conversou com a psicóloga Vera Borges, da Divisão de Controle de Tabagismo do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA). Ela conta algumas dicas para que os ex-fumantes não voltem a fumar.

Confira:

Blog da Saúde: O que a pessoa deve fazer nas primeiras semanas sem o cigarro?

Vera Borges: A interrupção desse processo poderá trazer um desconforto inicial. O mais importante é a pessoa entender que as dificuldades são transitórias. De modo geral, nas três primeiras semanas os sintomas desconfortáveis estarão mais presentes, já que, até então, o cigarro fazia parte de todos os momentos da vida. São necessários alguns dias para a desintoxicação, para o corpo, o cérebro e a memória entenderem uma nova informação. No início vai ficar um buraco que, com o tempo, deve ser preenchido com alguma nova rotina, como momentos de lazer, uma atividade física ou uma alimentação mais saudável.
As pessoas que deixaram o cigarro devem evitar bebidas, caso beba, porque normalmente as pessoas que fumam associam a bebida ao cigarro. Outra questão também é quem tem o hábito de tomar muito café junto com cigarro, nas primeiras semanas, ela deve evitar. E se tomar, que seja em locais que não possa fumar.

Alimentação ajuda?

Uma boa dica é beber muita água e comer bastante frutas. As frutas ajudam a reduzir a dependência de nicotina, gera maior sensação de saciedade e substitui o sabor do tabaco. Com tudo, a pessoa deve se alimentar com frequência (de preferência com frutas) e regularidade ajuda a acelerar o metabolismo.

Muitas pessoas voltam a fumar por medo de engordar, é verdade?

A alteração no peso é real, e em grande parte está relacionada ao fato de a pessoa ficar mais ansiosa quando deixa de fumar. Esse é um aspecto esperado nos primeiros meses do processo de adaptação. Depois desse primeiro período, a perda de peso vai acontecer na medida em que a ansiedade também for diminuindo. Por isso, a dica de comer frutas é importante. O fumante que quer parar de fumar vive uma angústia muito grande. Quando ele percebe que tem orientação e que ele consegue alcançar sua meta e deixar de fumar, isso também vai dar um prazer muito grande para ele. Durante o tratamento, o tabagista é orientado a evitar alimentos mais calóricos, mas a recomendação é de que não se faça dieta nesse primeiro momento, para não ser privado de duas coisas, o que poderia estressá-lo de maneira importante e comprometer o seu objetivo de parar de fumar.

E o exercício físico, é um bom aliado nesse período de readaptação sem o cigarro?

Sim. Realizar atividades físicas como parte da rotina diária, começando por aquelas que lhe deem prazer, pois promove um equilíbrio dos níveis de hormônios, dando uma sensação de prazer. Recomendamos que seja realizado pelo menos 30 minutos de atividade física por dia.

Existe tratamento disponível no SUS para ajudar as pessoas a pararem de fumar?

Hoje o Brasil tem um programa para estimular o tratamento, com as ferramentas adequadas para ajudar nessa mudança de comportamento. Temos no SUS profissionais capacitados para avaliar o tabagista e realizar o tratamento. Se houver indicação, serão inseridos medicamentos para ajudar a reduzir o desconforto físico e psicológico de quem para de fumar sozinho, como irritação, nervosismo e ansiedade. No tratamento, a pessoa aprende a lidar com isso e, assim, tem mais chances de deixar de fumar definitivamente.

 

Fonte: Blog da Saúde/Ministério da Saúde