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Hemofilia é hereditária e afeta a coagulação do sangue

13 de Junho de 2019 às 16h10

A hemofilia é um distúrbio genético e hereditário que compromete a capacidade do corpo em formar coágulos, tão necessários para interromper as hemorragias. Isso acontece quando há ausência de proteínas, substâncias que, dentre inúmeras funções, ajudam na coagulação.

Quando uma pessoa corta alguma parte do corpo e começa a sangrar, são as proteínas que entram em ação para estancar o sangramento. Esse processo é chamado de coagulação. As pessoas portadoras de hemofilia, não possuem essas proteínas e sangram mais. 

“Não podemos esquecer que as pessoas também podem ter coagulações internas, como sangramentos espontâneos nas articulações ou nos músculos e podendo até levar a deficiência física, caso não seja tratado”, destaca a Dra. Eveny Cristine Luna – hematologista – Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap), da Rede Ebserh – Campo Grande (MS).

Quem tem hemofilia, quando se machuca, permanece sangrando durante um tempo maior do que pessoas que não possuem o distúrbio. Também há casos que o sangramento pode ocorrer por vários dias, após um ferimento ou uma cirurgia.

Outra característica de quem tem hemofilia é a baixa atividade dos fatores de coagulação. Existem 13 tipos diferentes de fatores de coagulação e os seus nomes são expressos em algarismos romanos. Pessoas com deficiência de atividade do Fator VIII, por exemplo, possuem hemofilia A. Aquelas com deficiência de atividade do Fator IX, possuem hemofilia B.

As hemofilias A e B atingem predominantemente pessoas do sexo masculino, com mais de 40 anos e negros.

Sintomas

Os sintomas mais comuns são os sangramentos prolongados.

Esses sangramentos podem ser externos, como quando ocorrem cortes na pele, ou internos, quando o sangramento ocorre dentro das articulações, dentro dos músculos ou em outras partes internas do corpo. 
Como a coagulação nessas pessoas é muito lenta, ocorre grande derramamento de sangue nessas regiões provocando inchaço e dor.

Diagnóstico

O diagnóstico de hemofilia deve ser pensado sempre que há histórico de sangramento fácil, após pequenos traumas, ou ainda se casos espontâneos, quando são formados hematomas subcutâneos nos primeiros anos de vida.

Também é preciso ficar atendo ao sangramento muscular e/ou articular, em meninos acima de dois anos, ou mesmo com história de sangramento excessivo após procedimentos cirúrgicos ou extração dentária.

“O diagnóstico de hemofilia pode ser detectado também na gestação, mas não é um exame pedido no pré-natal, ele pode ser feito, mas só é pedido em casos com histórico na família”, fala Luna. Segundo a especialista, em até 30% dos casos pode não haver antecedente familiar de hemofilia.

 

Fonte: Blog da Saúde/Ministério da Saúde