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Prevenção: o melhor cuidado para os rins

12 de Marco de 2026 às 10h40

Especialista alerta para a importância de exames simples que ajudam a identificar precocemente a Doença Renal Crônica

A Doença Renal Crônica é mais comum do que muitas pessoas imaginam e, na maioria das vezes, evolui de forma silenciosa. Estima-se que uma em cada dez pessoas na população tenha algum grau de comprometimento da função renal, muitas sem saber.

Segundo o médico nefrologista Dr. Fernando Lucas, Diretor Médico Geral (CMO) do Grupo NefroClínicas, o grande desafio é justamente o diagnóstico precoce.

“Em regra, a doença renal crônica não apresenta sintomas nas fases iniciais. Por isso, o diagnóstico precoce depende da realização de exames de rastreamento simples, muitas vezes incluídos em check-ups de rotina”, explica o especialista.

Dois exames simples podem fazer a diferença

A boa notícia é que identificar alterações nos rins pode ser mais fácil do que se imagina. Existem dois exames básicos, amplamente disponíveis, inclusive no Sistema Único de Saúde (SUS), que ajudam a avaliar a função renal:

  • Dosagem de creatinina no sangue
  • Pesquisa de albumina na urina

“São exames simples e altamente eficazes para detectar precocemente alterações na função dos rins. Quando identificamos a doença nas fases iniciais, conseguimos planejar estratégias de tratamento e prevenção muito mais efetivas”, destaca o Dr. Fernando.

Avanços recentes no tratamento

Nos últimos anos, a medicina avançou significativamente no cuidado com pacientes renais. Novos medicamentos têm permitido reduzir o ritmo de perda da função renal e, em muitos casos, evitar a progressão da doença ao longo do tempo.

Esses avanços reforçam ainda mais a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado.

nefrologista fernando lucas

Quem deve ficar mais atento

Algumas pessoas apresentam maior risco de desenvolver Doença Renal Crônica e devem ter atenção especial aos exames de rastreamento. Entre elas estão:

  • Pessoas com pressão alta (Hipertensão);
  • Pessoas com Diabetes;
  • Idosos, especialmente acima de 60 anos;
  • Pessoas com histórico familiar de doença renal;
  • Indivíduos com rim único.

“Nesses grupos, o rastreamento precoce é ainda mais importante, porque permite iniciar estratégias de prevenção antes que a doença evolua”, reforça o especialista.

A importância do acompanhamento multiprofissional

Após o diagnóstico, o acompanhamento em programas de prevenção e cuidado renal pode fazer grande diferença na evolução da doença. Esses programas contam com uma equipe multiprofissional composta por nefrologistas, nutricionistas, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais.

O objetivo é oferecer um cuidado integrado e contínuo, orientando o paciente sobre alimentação, uso adequado de medicamentos, controle das doenças associadas e hábitos de vida saudáveis.

“Esse acompanhamento de longo prazo melhora muito a efetividade das medidas adotadas e ajuda a preservar a função renal por mais tempo”, explica o Dr. Fernando.

Um alerta no mês em que celebramos o Dia Mundial do Rim

O mês em que celebramos o Dia Mundial do Rim é um momento importante para ampliar a conscientização sobre essa condição, que é comum, silenciosa e muitas vezes descoberta tardiamente.

“A mensagem principal é que a Doença Renal Crônica pode ser identificada precocemente e tratada de forma eficaz. Por isso, realizar exames periódicos e manter acompanhamento médico são atitudes fundamentais para proteger a saúde dos rins”, conclui o Dr. Fernando Lucas.

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