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OMS afirma que autismo afeta uma em cada 160 crianças no mundo

02 de Abril de 2018 às 14h30

As Nações Unidas celebram neste 2 de abril o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo sob o lema “Capacitando mulheres e meninas com autismo”. A Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que o autismo afeta uma em cada 160 crianças no mundo. A condição chamada de transtorno do espectro autista geralmente tem início na infância e persiste durante a adolescência e vida adulta.

A agência da ONU diz que várias pesquisas científicas sugerem a existência de muitos fatores que podem deixar a criança mais propensa ao autismo, incluindo questões ambientais e genéticas.

Autismo

Vacinas

A OMS cita dados epidemiológicos concluindo que não há qualquer prova ligando o transtorno do espectro autista às vacinas contra sarampo, caxumba ou rubéola. Estudos lançados anteriormente sugerindo essa conexão tinham falhas metodológicas.

A organização diz ainda que não há prova indicando que qualquer vacina dada às crianças durante sua infância pode aumentar o risco dela ter autismo.

Os especialistas explicam que algumas pessoas com a condição neurológica podem ter uma vida independente e produtiva, mas outras sofrem de uma deficiência severa que exige cuidados por toda a vida.

Segundo a OMS, as pessoas com autismo sofrem com o estigma, discriminação e violações dos direitos humanos. Em todo o mundo, a agência da ONU diz que "é inadequado o acesso desse grupo a serviços e apoio".

Características 

Autismo é um transtorno global do desenvolvimento marcado por três características fundamentais: 

* Inabilidade para interagir socialmente; 

* Dificuldade no domínio da linguagem para comunicar-se ou lidar com jogos simbólicos; 

* Padrão de comportamento restritivo e repetitivo.

O grau de comprometimento é de intensidade variável: vai desde quadros mais leves, como a síndrome de Asperger (na qual não há comprometimento da fala e da inteligência), até formas graves em que o paciente se mostra incapaz de manter qualquer tipo de contato interpessoal e é portador de comportamento agressivo e retardo mental. 

O diagnóstico é essencialmente clínico. Leva em conta o comprometimento e o histórico do paciente e norteia-se pelos critérios estabelecidos por DSM–IV (Manual de Diagnóstico e Estatística da Sociedade Norte-Americana de Psiquiatria) e pelo CID-10 (Classificação Internacional de Doenças da OMS).

Não existe tratamento padrão para o transtorno. Cada paciente exige acompanhamento individual, de acordo com suas necessidades e deficiências. Alguns podem beneficiar-se com o uso de medicamentos, especialmente quando existem co-morbidades associadas.

 

*Com informações da Organização Mundial da Saúde