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Herpes-zóster causa dor aguda e não tem cura

04 de Setembro de 2018 às 13h05

O herpes labial e genital são bastante conhecidos pela população. Já o herpes-zóster, nem tanto, e, apesar do nome semelhante, as duas doenças são bastante distintas.

De acordo com o médico infectologista Carlos Starling, coordenador do Serviço de Controle de Infecção do Hospital Lifecenter, o herpes-zóster é um vírus da família Herpesviridae, extremamente ampla.

Na infância, esse vírus provoca a varicela ou catapora. Na fase adulta, pode provocar uma infecção extremamente grave, chamada de herpes-zóster. O mesmo vírus da catapora retorna com uma apresentação clínica diferente em pessoas que têm depressão imunológica ou simplesmente pelo processo natural de envelhecimento.

“As lesões de pele surgem devido a migração desse vírus dos neurônios, onde ele fica contido ao longo da vida, por meio de fibras sensitivas, eclodindo na pele em lesões bastante dolorosas”, afirma Carlos Starling.

Essas lesões seguem o trajeto de um nervo sensitivo. Ocorrem geralmente em faixas e com muita frequência no tórax e no abdômen, podendo aparecer também na face e nas pernas. “O herpes-zóster acomete uma faixa de uma terminação nervosa, geralmente correspondente ao local onde o vírus fica armazenado”, explica o infectologista.

Sintomas

Na infância, o vírus provoca uma doença febril, aguda, caracterizada por lesões de pele a princípio vesiculares, que depois se transformam em crostas e desaparecem em cerca de 10 dias. Essa é a primeira fase do herpes-zóster.

A segunda é diferente. Ela é caracterizada por uma dor extrema na região onde o vírus eclode sob a forma de vesículas, que também se transformam em crostas e depois desaparecem, podendo persistir a dor.

Segundo o especialista, a doença não tem cura, mas pode ser controlada com o uso de antivirais, sendo o mais comum deles o Aciclovir. “Esse medicamento funciona quando administrado aos primeiros sintomas da doença, seja na varicela ou no herpes-zóster”, afirma.

Prevenção

A prevenção é feita com aplicação da vacina contra a varicela, ainda na infância. Adultos com mais de 60 anos de idade também podem se vacinar contra o reaparecimento do herpes-zóster. Esta vacina só é aplicada na rede privada e não tem cobertura da Amagis. É bom salientar que são vacinas distintas.