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Testes da Orelhinha e do Olhinho detectam alterações em bebês logo após o nascimento

08 de Outubro de 2018 às 15h50

A chamada Triagem Neonatal é formada por quatro exames muito importantes para a saúde da criança. Entre eles, estão Teste do Olhinho e da Orelhinha, que auxiliam a detectar precocemente a presença de alterações oculares e auditivas em recém-nascidos. 

Teste do Olhinho

A Triagem Ocular Neonatal, ou teste do olhinho, é um exame simples, rápido e indolor que consiste na verificação da presença de um reflexo vermelho ou alaranjado quando aplicado um feixe de luz sobre o olho do bebê. Esse fenômeno é semelhante ao observado nas fotografias e para que ocorra, é necessário que as estruturas oculares estejam preservadas. A ausência do reflexo vermelho pode indicar um comprometimento de estruturas oculares ocasionado por algumas condições como catarata, glaucoma, toxoplasmose, retinoblastose, entre outros.

Diogo do Vale de Aguiar, Colaborador da Coordenação-Geral de Saúde da Pessoa com Deficiência do Ministério da Saúde, explica que realização do Teste do Reflexo Vermelho na Triagem Neonatal Ocular deve ser feito em todos os recém-nascidos antes da alta da maternidade e pelo menos de 2 a 3 vezes por ano nos 3 primeiros anos de vida. “Se nessa fase for detectada qualquer alteração, a criança precisa ser encaminhada para esclarecimento diagnóstico e conduta precoce em serviço especializado. A avaliação oftalmológica e a intervenção precoce são fatores determinantes para o desenvolvimento da criança, pois possibilitam uma maior eficiência visual e desenvolvimento de potencialidades individuais, além de prevenir deficiências associadas decorrentes da condição visual”, esclarece.

Diogo explica ainda que no caso da detecção de qualquer alteração no teste do olhinho, o bebê deverá ser encaminhado para a realização do diagnóstico em serviço especializado, como os Centro Especializado em Reabilitação, Unidade de Reabilitação Visual ou ainda em serviço especializado em Oftalmologia.

Teste da Orelhinha

A triagem neonatal auditiva ou o teste da orelhinha possibilita a identificação precoce de possíveis perdas auditivas nos recém-nascidos. Esse exame consiste na colocação de um fone acoplado a um computador na orelha do bebê que emite sons de fraca intensidade e recolhe as respostas que a orelha interna do bebê produz. É um exame feito, geralmente, no segundo ou terceiro dia de vida do bebê, é indolor, não tem contraindicações e dura em torno de 10 minutos.

“Uma vez identificada alterações no Teste da Orelhinha a criança deve ser encaminhada para a avaliação diagnóstica otorrinolaringológica e audiológica para identificação da deficiência e caracterização do tipo e grau da perda auditiva. Caso confirmada a perda auditiva, a criança deverá ser encaminhada para serviço de referência em reabilitação auditiva, para início imediato da reabilitação auditiva, incluindo a terapia fonoadiológica, orientação à família e concessão de aparelho auditivo, quando necessário”, explica Diogo Aguiar.

Um olhar de mãe

Alayanne de Melo, 28 anos, passou pelos procedimentos de Triagem Neonatal junto ao filho, Dom, atualmente com 2 anos de idade. A mãe conta que reconhece como os testes são importantes para o bebê. “São testes de vital importância, exames simples e tão pouco invasivos. Na hora de receber o resultado dá um alívio grande na gente, ainda mais no meu caso, que era meu primeiro filho. Sei que esses testes detectam doenças que se tratadas desde o início têm altas chances de cura”, declara.

No caso do pequeno Dom, a mãe explica que os testes foram de extremamente importantes para a saúde do bebê. Foi durante a triagem, fazendo um dos testes, o do coraçãozinho, que os médicos descobriram que o bebê tinha sopro no coração. “No caso do teste do coraçãozinho do meu filho, o resultado levou os médicos a buscarem um tratamento posterior. Ele ficou sendo acompanhado pelo Hospital da Criança durante o primeiro ano de vida. Por ter sido diagnosticado bem no início, hoje ele já não corre mais nenhum risco, não precisa tomar remédio e tem uma vidinha normal”, celebra.

 

Fonte: Blog da Saúde/Ministério da Saúde