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Apoiar mães é essencial para que haja amamentação adequada

01 de Agosto de 2019 às 13h10

A amamentação é capaz de reduzir em 13% a mortalidade infantil por causas evitáveis em crianças menores de 5 anos, afirma o Ministério da Saúde, que abre nesta quinta-feira (1º) a Semana de Incentivo à Amamentação. A iniciativa ocorre em 170 países e estimula o aleitamento materno até os 2 anos de idade e o aleitamento exclusivo até os seis meses de idade.

“Após uma complicação no pós-parto, eu fiquei três dias sem conseguir amamentar, mas consegui superar, porque naquele momento, tive muito apoio do meu companheiro e principalmente da minha mãe e da minha irmã, para que meu filho não largasse meu peito. Para mim foi incrível ter esse apoio ”, descreve a assistente social, Rosângela da Silva de 35 anos.  

Mas já pararam para pensar na importância que é esse momento entre mães e bebês? E o quanto pode ser difícil para a mulher amamentar, principalmente quando precisa consciliar uma rotina em casa ou trabalho?

Por isso, durante o período de amamentação, é fundamental que a mãe esteja amparada. “Nos primeiros meses de amamentação são muitas mudanças acontecendo, que apesar de parecer muito natural, é um processo intenso para o bebê e a mãe, eles estão se adaptando, é preciso ter tranquilidade para esse momento e ter apoio dentro e fora de casa é fundamental para que esse processo ocorra de maneira mais calma possível”, explica coordenadora de Saúde da Criança e Aleitamento Materno, Janini Ginani. 

Amamentação

Campanha incentiva o aleitamento materno até os dois anos de idade

 

A maternidade passa por diversas fases: pré-natal, parto, puerpério e a amamentação. Mas, apesar de todas as vantagens do ato de amamentar, nem sempre as mulheres conseguem levar adiante esse momento. Por isso, é necessário promover suporte, principalmente emocional. “Essa rede de apoio foi fundamental para que eu conseguisse fortalecer esse laço entre meu filho, eles me ajudaram na ordenha e para continuar estimulando a produção de leite”, conta Rosângela. 

Mesmo que a mulher já tenha vivenciado a maternidade, não existe manuais e, cada novo ciclo que se inicia com um filho será uma experiência única na hora da amamentação. E essa nova mãe precisa estar entre pessoas que a deixem mais segura. “A criança não deve ter horários estabelecidos para as mamadas, então, a família e o companheiro têm que apoiar a mulher para que ela possa permanecer o máximo de tempo possível em dedicação exclusiva”, explica a coordenadora do ministério. 

Uma das funções do leite materno é construir o sistema imunológico do bebê, já para mãe, auxilia na redução de peso, na recuperação do tamanho normal do útero pós parto, diminui o risco de hemorragia e anemia, além disso, ajuda na redução dos riscos de diabetes e de desenvolver câncer de mama e ovário.

Chegando em casa

O pós-parto é cansativo! São horários trocados, adaptação da casa, parentes ansiosos para conhecer o novo membro da família. E essa nova rotina pode dificultar nesse processo da amamentação. Ter o apoio do companheiro cuidando da casa ajuda muito. “O papel do pai é fundamental, porque a gente às vezes não consegue ter tempo para tomar um copo d'água, ou para se alimentar bem, o pai muito presente apoiando, preparando todas as estruturas de suporte me ajudou muito”, conta a assistente social. 

A técnica do ministério ressalta também que é preciso que os familiares atendam ao pedido da mãe, porque ela também está se adaptando a chegada do pequeno. “A família e o companheiro tem um papel muito importante para favorecer a amamentação exclusiva. O companheiro e a família podem contribuir nas tarefas domésticas, se ocupar dos cuidados com o bebê para a mãe poder descansar, se alimentar. Existem muitas formas de contribuir com o bem-estar da mãe nesse momento de inteira dedicação”, comenta Janini.  

Outro ponto que influencia na hora de amamentar é o local, que precisa passar conforto. “Isso vale para a família e também para toda a sociedade. A mulher tem direito de amamentar seu bebê com tranquilidade onde estiver”, destaca a coordenadora. 

Pré-natal e profissionais de saúde

O pré-natal faz toda diferença para esse período. É durante o acompanhamento antes do parto que a mulher deve ser informada sobre a amamentação para esclarecer as questões que surgirem. “Nesse período em que ela recebe algumas orientações de aleitamento materno, já é preparada para algumas situações que podem ocorrer e até mesmo para identificar mudanças que vão acontecer nesse processo”, alerta a coordenadora. 

Depois da chegada do filho, algumas dificuldades podem surgir nos primeiros dias de aleitamento materno. “Com relação ao posicionamento, a pega, como colocar o neném para mamar. Bancos de leite e salas de apoio à amamentação são locais de referência para buscar esse apoio qualificado”, reforça Janini. 

Rosângela relembra que mesmo com pós-parto complicado, ela se sentiu mais segura com as orientações das enfermeiras. “As enfermeiras me ajudaram muito nesse processo, falaram sobre a pega correta e me ensinaram uma posição confortável para amamentar”, relata.

Volta ao trabalho 

Todos esses benefícios para a saúde do bebê e da mãe fazem com que a Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde recomendem o aleitamento materno até os dois anos ou mais e exclusivo durante seus os primeiros seis meses de vida, ou seja, sem chás, água ou qualquer outro líquido ou alimento. Após os seis meses o leite materno continua sendo importante para a criança, mas nesse momento ela já deve começar a receber outros alimentos saudáveis.

Por isso é importante que o ambiente de trabalho incentive o aleitamento, pois além de fortalecer a saúde do bebê e da mulher, essa prática também contribui para construir um mundo mais sustentável. “Uma creche próxima ou mesmo no local de trabalho para que a mulher consiga amamentar seu bebê ou salas de apoio à amamentação apropriadas para que ela possa realizar a coleta e o armazenamento do leite materno durante a jornada de trabalho auxiliam na manutenção da amamentação”, complementa a coordenadora. 

Além disso, amamentar é a forma de proteção e alimentação mais econômica e sustentável do mundo, pois, a mãe que amamenta o filho não compra leite e fórmulas infantis, o que evita a produção de embalagens.

 

Fonte: Blog da Saúde/Ministério da Saúde