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Intoxicação alimentar: atenção redobrada com as crianças

21 de Marco de 2018 às 17h15
A intoxicação alimentar é uma reação causada pela produção de toxinas que se dá durante a multiplicação de algumas bactérias em alguns alimentos, principalmente, quando mal acondicionados. 
 
O pediatra da Rede Mater Dei de Saúde, Francisco Machado, explica que de uma forma geral, qualquer alimento que for preparado com muita antecedência e não armazenado de forma apropriada ou sem os cuidados de higiene adequados, pode servir como meio de cultura para as bactérias. 
Por isso, nesta época de altas temperaturas é necessário que os pais ou responsáveis selecionem os alimentos que serão dados às crianças e fiquem atentos quanto à higienização, preparação e armazenamento adequado. Esses cuidados são fundamentais para prevenir intoxicação alimentar.   
 

Fatores de risco

A intoxicação alimentar pode apresentar desde sintomas leves até sintomas graves. 
Sintomas leves: dor abdominal, náuseas e poucos vômitos.
Sintomas moderados: vômitos incoercíveis associados a dor abdominal intensa, com diarreia volumosa e consequente desidratação. 
Sintomas graves: quadros abdominais graves com risco de paralisia muscular e paralisia de musculatura respiratória, com consequente parada respiratória. 

O pediatra alerta que uma vez identificada a suspeita de intoxicação alimentar, a criança deve ser levada a um serviço de urgência-emergência (pronto-socorro) para avaliação e conduta. 
 

Como prevenir?

As dicas de prevenção são essenciais para evitar a intoxicação alimentar nas crianças, bem como em toda família. Confira: 
  1. Lavar bem os alimentos antes do consumo, e também os utensílios em que eles serão preparados.
  2. Evitar a ingestão de alimentos com procedência e armazenamento duvidosos, principalmente se estiverem crus (a maior parte das bactérias e suas toxinas é destruída com temperaturas de cozimento (> = 100°C);
  3. Caso faça refeições fora casa, é importante verificar as condições de higiene do local;
  4. Se for ingerir alimentos embutidos, verificar prazos de validade e condições de armazenamento e, nos casos dos enlatados, nunca ingerir alimentos provenientes de latas que estejam "estufadas", sinal de proliferação inadequada das bactérias.

 

Fonte: Hospital Mater Dei